Má conservação das estradas rurais deixa crianças sem frequentar a escola

O OGLP (Observatório de Gestão Pública de Londrina) vai cobrar, através de ofício, que a secretaria municipal de Agricultura de Londrina apresente um planejamento a curto, médio e longo prazo para manutenção das estradas rurais. O objetivo é que o planejamento contemple prazo até o fim do mandato do atual prefeito Marcelo Belinati. O ofício vai pedir também que o orçamento da pasta para os próximos anos passe a incluir esta demanda. A decisão foi tomada após o Observatório promover reunião para discutir as consequências da má conservação das estradas rurais do município.

Na ocasião, foi levantado que pelo menos 500 estudantes da região de Lerroville, em Londrina, ficam sem aula quando chove na região e as estradas rurais ficam intransitáveis por causa do mau estado de conservação das vias. Além disso, mais de 20 professores que lecionam em assentamentos e escolas distantes da zona urbana não conseguem chegar às escolas. A informação foi passada por Marcos Silveira, gerente de transporte escolar da Secretaria Municipal de Educação, durante a reunião. “Quando os alunos perdem aulas, são feitos trabalhos pedagógicos para repor, mas isso não é suficiente. Por isso não é incomum haver crianças no 5º que mal sabem escrever”, lamentou.

O engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura, Rodrigo de Menezes Trigueiro, expôs que dos 800 quilômetros de estradas rurais existentes em Londrina, 645 quilômetros não são pavimentados e pelo menos 100 quilômetros são considerados críticos. A manutenção não ocorre a contento, segundo ele, por falta de maquinários. “Gasta-se uma fortuna em transporte escolar e não há estradas em boas condições para os veículos circularem”, disse.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, João Mendonça, alegou que a falta de recursos financeiros é o principal motivo que justifica a falta de manutenção da frota de maquinários para conservação das estradas. Segundo ele, a pasta tem oito máquinas para serem usadas nas estradas rurais, mas frequentemente estão paradas em manutenção. “Seriam necessárias pelos menos 30 máquinas”, disse o gestor, que se comprometeu a apresentar um relatório com a situação detalhada dos pontos mais críticos de estradas rurais.

O presidente do OGPL, Roger Trigueiros, questionou sobre a falta de planejamento para execução das obras pelo menos nos pontos mais críticos. “A secretaria pode fazer um planejamento pautado pela realidade”, disse. Para a equipe do Observatório, o planejamento é fundamental para garantir a manutenção mínima das estradas, pelo menos nos pontos mais críticos. “Sabemos que a secretaria não tem recursos, mas acreditamos que o assunto não está sendo tratado como devia”, avaliou.

 

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