Observatório monitora contrato do Restaurante Popular

A equipe do Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL) visitou o Restaurante Popular para monitorar o contrato e averiguar uma série de itens para confirmar o cumprimento do mesmo, o que garante o funcionamento do estabelecimento.
a Secretaria Municipal de Abastecimento, Maria Inez Passini Lima. Ela explicou que o órgão é responsável por administrar o restaurante. Conforme a gestora, o maior público é formado por idosos, mas o local atende também estudantes e trabalhadores das empresas do entrono, além de motoristas e cobradores dos ônibus que desembarcam no Terminal.

O Restaurante Popular serve diariamente 750 pessoas com refeições que custam R$ 2,00. São oferecidas também dez refeições gratuitas por dia para pessoas atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social, em sua maioria moradores de rua. O custo total de cada refeição, segundo Inez, é R$ 7,34. "Estamos procurando fornecedores que ofereçam produtos orgânicos ou agroecológicos", lembra.

Cada bandeja contém arroz, feijão, uma proteína, um acompanhamento à base de legumes ou verduras e sobremesa. Quando as 750 refeições são servidas, o restaurante encerra o atendimento.

Público

Luiz Campos está em processo de conseguir se aposentar e almoça "de vez em quando" no restaurante popular. "A comida é boa e bem servida, mas de vez em quando podia ter uma coxa de frango ou costelinha de porco", pede.

A aposentada Eulinda Ferreira Paulina, 75, come no local quando vai ao centro da cidade e considera a comida boa e bem servida. "Se fosse comer em outro lugar, sairia caro", compara ela, que elogiou também o atendimento dos funcionários.

Iracema Pedro de Oliveira, 69, vive com um benefício que recebe do governo e almoça todos os dias no restaurante com o filho Naim Alexander Costa, 34, que estuda em uma escola para portadores de deficiências cognitivas. "Para mim é uma facilidade, pois o ônibus dele sai 12h30 aqui perto. Se fosse fazer almoço em casa não ia dar tempo", analisa. Ela conta que os funcionários sempre a ajudam com a bandeja do filho e que os dois costumam comer muito bem. "Só falta água para a gente poder beber enquanto come", pede.
Inez explicou que o restaurante não oferece água porque o consumo de líquidos durante as refeições atrapalha a absorção de nutrientes.

Alexandre da Silva Zacharias, 38, trabalha como locutor em uma loja do Centro e almoça no Restaurante Popular "quando não tem fila". Quando percebe que a espera será grande, acaba optando por um lanche, pois o almoço em outros lugares fica caro para o orçamento. "O preço é justo e a comida é boa. Para os trabalhadores, é um ótimo benefício", opina, destacando que o prato que ele mais gosta é a feijoada, servida às sextas.

O contrato entre Prefeitura Municipal de Londrina e a empresa Sepat Multi Service Eireli, que oferece as refeições, prevê o valor anual de R$ 1.314.180,00. Um aditivo prorrogou a execução do acordo para 05/01/2018.

O contrato prevê a prestação de serviços de preparo, nutrição, armazenamento, distribuição, logística, manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos e utensílios utilizados, com emprego de mão-de-obra, bem como o fornecimento de todos os componentes necessários para o preparo da refeição, matéria prima de ótima qualidade, gêneros alimentícios e demais insumos utilizados para o atendimento de refeições diárias, balanceadas e de qualidade.

O presidente do Observatório, Roger Trigueiros, destaca que o acompanhamento do contrato busca garantir que o serviço oferecido à população seja o melhor possível. "O OGPL quer excelência na prestação dos serviços em Londrina", lembra.

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